CADASTRO NACIONAL DE PACIENTES COM VITILIGO

Cenário do Vitiligo no Brasil

Panorama epidemiológico e de qualidade de vida a partir de 929 respondentes em todo o paísSaiba mais
Fonte: bases Doenças de Pele Brasil e Psoríase Brasil · respostas de out/2020 a jul/2026Prof. Jonas Leandro Flores — Pesquisador responsável pelas bases de dados

PERFIL DOS RESPONDENTES

Quem participou da pesquisa

929pessoas responderam ao cadastro nacional
47 anosidade média dos respondentes
80%mulheres20%homens
Autodeclaração de cor da pele
Branca
47%
Parda
43%
Preta
9%
Amarela/Indígena
2%

Cor da pele, idade e distribuição regional confirmam uma amostra ampla e diversa em todo o território nacional.

Estados com mais respostas

SEÇÃO 01 / 05

Diagnóstico

Quando a doença se manifesta, quanto tempo leva até o diagnóstico e quem identifica corretamente o vitiligo.

DIAGNÓSTICO

Quando o vitiligo se manifesta

Idade em que surgiram as primeiras manchas
Até 10a
23%
11–20a
19%
21–30a
15%
31–40a
21%
41–50a
12%
51–60a
7%
60a+
2%

Tipo de vitiligo

56%têm vitiligo do tipo segmentar
45%têm vitiligo do tipo não segmentar

23% notaram as primeiras manchas ainda na infância (até 10 anos) e outros 21% já na vida adulta, entre 31 e 40 anos.

DIAGNÓSTICO

Tempo até o diagnóstico correto

Tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico
< 6 meses
34%
6m–1 ano
23%
Não sabe/lembra
22%
> 2 anos
9%
1–1,5 ano
7%
1,5–2 anos
5%

Quem identificou corretamente

90%foram diagnosticados por dermatologista
10%foram diagnosticados por clínico geral

34% descobrem o diagnóstico em menos de 6 meses — mas 22% não sabem ou não lembram quanto tempo levou.

SEÇÃO 02 / 05

Impacto emocional e psicológico

Como o vitiligo afeta a autoestima e a saúde mental de quem convive com a doença.

IMPACTO EMOCIONAL

Convivendo com o vitiligo

60%sentem-se envergonhados(as) com o vitiligo
64%relatam ansiedade por causa do vitiligo
37%relatam depressão por causa do vitiligo
44%têm histórico do fenômeno de Koebner
47%já precisaram de psicólogo(a) ou psiquiatra

Ansiedade, vergonha e o fenômeno de Koebner (novas manchas após lesões na pele) formam um ciclo que reforça o impacto psicológico da doença.

SEÇÃO 03 / 05

Impacto social e relacionamentos

Roupas, relacionamentos, discriminação e os lugares que deixaram de ser frequentados.

IMPACTO SOCIAL

Relacionamentos e discriminação

Com que frequência sofreram discriminação ou preconceito
Nunca
24%
Poucas vezes
45%
Muitas vezes
24%
Quase sempre
8%
51%dizem que o vitiligo interfere no tipo de roupa que usam
50%relatam dificuldades em relacionamentos interpessoais
77%já se sentiram discriminados(as) ou sofreram preconceito

"Poucas vezes" e "muitas vezes" somados mostram que a discriminação é uma experiência recorrente para a maioria dos respondentes.

IMPACTO SOCIAL

Lugares que deixaram de frequentar

Locais mais evitados, entre quem parou de frequentar algum lugar
Praia
76%
Casa de amigos
28%
Bares
24%
Casa de parentes
23%
Parques
19%
Restaurantes
18%
49%já pararam de frequentar algum lugar por causa do vitiligo

SEÇÃO 04 / 05

Impacto no trabalho

Desempenho profissional e faltas relacionadas ao vitiligo ao longo do último ano.

IMPACTO NO TRABALHO

Desempenho e faltas ao trabalho

Dias de falta ao trabalho no último ano por razões ligadas ao vitiligo
Nenhum dia
79.3%
Não sabe/lembra
11.5%
1 a 5 dias
5.9%
6 a 10 dias
1.6%
Mais de 10 dias
1.7%
27%afirmam que o vitiligo afeta seu desempenho no trabalho

SEÇÃO 05 / 05

Tratamento e acesso à saúde

Modalidades de tratamento utilizadas, acesso pelo SUS e taxa de regressão total da doença.

TRATAMENTO

Modalidades de tratamento e acesso

Tratamentos utilizados (múltipla escolha)
Tópicos
77%
Oral
51%
Fototerapia
26%
Excimer laser
1%
17%tratam o vitiligo pelo SUS — 83% recorrem à rede particular
8%alcançaram regressão total do vitiligo sem retorno das manchas

Tópicos e via oral são as modalidades mais usadas; a fototerapia aparece em 1 a cada 4 tratamentos.

COMORBIDADES

Outras doenças e histórico familiar

Comorbidades mais associadas ao vitiligo
Tireoide
28%
Diabetes
13%
Alopecia areata
4%
Surdez neuross.
3%
39%têm parente com vitiligo (histórico familiar da doença)
57%não sabem ou não têm nenhuma outra doença associada

Doenças da tireoide são a comorbidade mais citada, presente em quase 3 a cada 10 respondentes.

DISTRIBUIÇÃO DAS MANCHAS

Partes do corpo mais afetadas

Regiões do corpo com manchas de vitiligo (múltipla escolha)
74%Mãos

Mãos, pernas/pés e rosto concentram as manchas mais relatadas — áreas visíveis do corpo, mais expostas ao olhar social.

SÍNTESE

Principais achados em um só olhar

929respondentes em todo o país
90%diagnosticados por dermatologista
60%sentem-se envergonhados(as)
64%relatam ansiedade pela doença
77%já sofreram discriminação
49%evitam algum lugar por causa das manchas
27%têm o trabalho afetado
17%tratam-se pelo SUS

Obrigado!

Pesquisa e dadosProf. Jonas Leandro Flores

Pesquisador responsável pelas bases de dados Doenças de Pele Brasil e Psoríase Brasil

Desenvolvimento e design da experiência digitalVizziart

Estratégia visual, UX/UI e desenvolvimento da landing page.

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